segunda-feira, 3 de junho de 2013

Atendimento Psicológico: Psicóloga Patricia Sousa
CRP: 05/42201
Telefone: (21) 83476014
email: patriciasousapsi@gmail.com
Atualmente há 21,67 milhões de pessoas empregadas em nosso país. Todos os dias estas mesmas pessoas saem de suas casas para ganharem a vida, trabalharem e garantirem o pão de cada dia. Entretanto, todo esse progresso econômico e social trazido pelo processo civilizatório não trouxe felicidade ao ser humano. Nunca se viu tantas pessoas reclamando de sua rotina nas redes sociais e tantos insatisfeitos com suas vidas (em todos os âmbitos). O nível de estresse dos trabalhadores aumentou consideravelmente nos últimos anos.
Vivemos uma rotina diária estressante, trabalhando cerca de 8 horas diárias, acordando cedo, pegando ônibus lotado, com chuva ou sol, calor ou frio, se espremendo para entrar nos metrôs e trens da cidade. As pessoas freqüentemente relatam que vivem no automático, já não sabem o porquê de trabalharem tanto, se é por amor á sua profissão ou necessidade. Associa-se á isto a insônia, que nada mais é que a incapacidade de conciliar o sono tendo como causa mais importante o stress e desgaste cotidiano.
Segundo a especialista Marilda Lipp, presidente do Instituto de Psicologia e Controle do Stress, o alastramento do estresse se deve a uma mudança de valores associada ao avanço tecnológico. “As pessoas vivem como se estivessem no meio de um furacão, sempre colocando força e energia extrema em tudo o que fazem”, explica Lipp. “Mas esse ritmo enlouquecido não está nos garantindo felicidade e bem-estar.” Por isso, as pessoas adoecem. ¹
O presente fato desta insatisfação social possui como fator preponderante o automatismo no qual estamos inseridos. Envolvemos-nos tanto em nossas atividades rotineiras que esquecemos de ouvir nosso corpo (que fala por si só) e nossa alma (que grita). Adoecemos pelo simples fato de não darmos atenção á nós mesmos. Aos nossos desejos e mais nobres aspirações. Portanto, neste dia venho propor-lhes as seguintes reflexões:
Qual o perigo á que minha alma e psique estão expostas diante deste automatismo, toda esta correria e desgaste cotidiano da sociedade pós-moderna?
O que  posso fazer para melhorar meu estilo de vida e ganhar bem-estar?
Quais são meus desejos e mais nobres aspirações? Quais atividades me proporcionam felicidade?
O maior erro da humanidade é promover o Ter em detrimento do Ser. Com isso o ser humano se afastou de si mesmo, pensando que o novo lançamento tecnológico é mais importante do que se conhecer. Meu convite hoje é para você que tem o desejo de se aventurar na profundidade da sua psique, das suas emoções, aspirações e atitudes. Aceite quem você é, com suas limitações, seu corpo, sua forma de ver o mundo. Não se culpe, veja os erros como oportunidades para crescimento. Faça o que te der vontade! Você é livre!

Por Patrícia Sousa
Psicóloga

CRP: 05/42201

Transformar-se, sim. Reprimir-se, não

Boa tarde, hoje estarei compartilhando um texto que achei muito interessante. Se a mudança de certos padrões de comportamento trazem benefícios á alma, porque não mudar? Porque não nos transformarmos? Deixarmos um pouco o "TER" para cuidar do nosso "SER"...

Por Caroline Treigher

É muito comum falar-se em autotransformação como receita para a vida feliz que todos almejamos. Isso nos leva a voltar os olhos para nós mesmos e questionar o que em nós pode mudar, para que alcancemos este objetivo. Contudo, o que tenho observado é que, frequentemente, quando se pensa no assunto, a premissa da qual se parte é a forte negação de si mesmo. Parece que os esforços para realizar a autotransformação têm se concentrado na repressão das tendências indesejadas. E repressão, na verdade, não é mudança. Pelo contrário, repressão é resistência à mudança, é cristalização. É jogar a poeira para debaixo do tapete. É mentir, esconder, enganar e, neste caso, enganar a si mesmo.
Qual o resultado? A pessoa aparentemente se transforma, mas vira e mexe os velhos impulsos retornam, mais fortes que nunca, explosivos, revelando a sujeira escondida debaixo da persona, da nova máscara que foi tudo o que mudou.
O problema está, me parece, nesta negação de si que confundimos com autotransformação. Precisamos, antes de qualquer mudança, saber quem realmente somos. Quais os nossos paradigmas? Afinal, como posso transformar o que desconheço?
Qualquer engenheiro, que pretenda empreender uma reforma num edifício, deve primeiro conhecer a planta, investigar as estruturas que já existem. E se for esperto, tirará proveito dela.
Então, quando o assunto é reformar nós mesmos, por que não agimos como o engenheiro? Porque insistimos em construir algo novo sobre o velho, sem analisar as bases do velho, ignorando sua existência? Não se trata de uma atitude logicamente fadada ao fracasso?
O primeiro passo para uma autotransformação efetiva é acreditar que existe, em nós, a pessoa que queremos ser, assim como a que não queremos. Afinal, temos potencial para tudo que é humano. E se o homem pode ser bom, fato do qual a existência de grandes expoentes como 
Jesus, Francisco de Assis, Gandhi, Madre Teresa de Calcutá, Dalai Lama são a prova, é porque há em nós esta possibilidade. Porém há também o potencial de ser um Gengis Khan, um Átila, um Hitler da vida.
Cientes disso, começamos a questionar o que, em nossa vida, reforça o aspecto sombrio, o que reforça a luz. Nos damos conta das escolhas que temos em nossas mãos. Por onde quero seguir? O que, em mim, me impede de seguir? E ao invés de simplesmente reprimir meu autoritarismo, posso “aproveitá-lo”, transformando-o em determinação. Ora, pois até um Hitler teve qualidades positivas, como a capacidade de sonhar, de planejar e realizar. O problema foi como direcionou essa capacidade.
Isso é transformação. Pegar uma energia e dar-lhe nova direção, e não bloqueá-la, até porque é impossível. É impossível ir contra o fluxo natural da vida.
Assim, penso que a autotransformação passa primeiro pela aceitação de si mesmo, sem o quê se torna impossível realizá-la. Aceitação da própria humanidade.
E o mais incrível é que, ao nos aceitarmos, nós nos transformamos. Esta é a teoria paradoxal da mudança! Porque mudar é uma tendência natural da existência. Como dizia Lavoisier: “Na vida, nada se perde, nada se cria, tudo se transforma.” O esforço está, de certo modo, em deixar a vida nos levar.