Atualmente há 21,67 milhões de
pessoas empregadas em nosso país. Todos os dias estas mesmas pessoas saem de
suas casas para ganharem a vida, trabalharem e garantirem o pão de cada dia. Entretanto,
todo esse progresso econômico e social trazido pelo processo civilizatório não
trouxe felicidade ao ser humano. Nunca se viu tantas pessoas reclamando de sua
rotina nas redes sociais e tantos insatisfeitos com suas vidas (em todos os
âmbitos). O nível de estresse dos trabalhadores aumentou consideravelmente nos
últimos anos.
Vivemos uma rotina diária estressante,
trabalhando cerca de 8 horas diárias, acordando cedo, pegando ônibus lotado, com
chuva ou sol, calor ou frio, se espremendo para entrar nos metrôs e trens da
cidade. As pessoas freqüentemente relatam que vivem no automático, já não sabem
o porquê de trabalharem tanto, se é por amor á sua profissão ou necessidade. Associa-se
á isto a insônia, que nada mais é que a incapacidade de conciliar o sono tendo como causa mais importante o stress e
desgaste cotidiano.
Segundo a especialista Marilda
Lipp, presidente do Instituto de Psicologia e Controle do Stress, o
alastramento do estresse se deve a uma mudança de valores associada ao avanço tecnológico.
“As pessoas vivem como se estivessem no meio de um furacão, sempre colocando força
e energia extrema em tudo o que fazem”, explica Lipp. “Mas esse ritmo enlouquecido
não está nos garantindo felicidade e bem-estar.” Por isso, as pessoas adoecem. ¹
O presente fato
desta insatisfação social possui como fator preponderante o automatismo no qual
estamos inseridos. Envolvemos-nos tanto em nossas atividades rotineiras que
esquecemos de ouvir nosso corpo (que fala por si só) e nossa alma (que grita).
Adoecemos pelo simples fato de não darmos atenção á nós mesmos. Aos nossos
desejos e mais nobres aspirações. Portanto, neste dia venho propor-lhes as
seguintes reflexões:
“Qual
o perigo á que minha alma e psique estão expostas diante deste automatismo,
toda esta correria e desgaste cotidiano da sociedade pós-moderna?”
“O
que posso fazer para melhorar meu estilo
de vida e ganhar bem-estar?”
“Quais
são meus desejos e mais nobres aspirações? Quais atividades me proporcionam
felicidade?
O maior erro da
humanidade é promover o Ter em detrimento do Ser. Com isso o ser humano se
afastou de si mesmo, pensando que o novo lançamento tecnológico é mais
importante do que se conhecer. Meu convite hoje é para você que tem o desejo de
se aventurar na profundidade da sua psique, das suas emoções, aspirações e
atitudes. Aceite quem você é, com suas limitações, seu corpo, sua forma de ver
o mundo. Não se culpe, veja os erros como oportunidades para crescimento. Faça
o que te der vontade! Você é livre!
Por Patrícia Sousa
Psicóloga
CRP: 05/42201
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