segunda-feira, 3 de junho de 2013

Atualmente há 21,67 milhões de pessoas empregadas em nosso país. Todos os dias estas mesmas pessoas saem de suas casas para ganharem a vida, trabalharem e garantirem o pão de cada dia. Entretanto, todo esse progresso econômico e social trazido pelo processo civilizatório não trouxe felicidade ao ser humano. Nunca se viu tantas pessoas reclamando de sua rotina nas redes sociais e tantos insatisfeitos com suas vidas (em todos os âmbitos). O nível de estresse dos trabalhadores aumentou consideravelmente nos últimos anos.
Vivemos uma rotina diária estressante, trabalhando cerca de 8 horas diárias, acordando cedo, pegando ônibus lotado, com chuva ou sol, calor ou frio, se espremendo para entrar nos metrôs e trens da cidade. As pessoas freqüentemente relatam que vivem no automático, já não sabem o porquê de trabalharem tanto, se é por amor á sua profissão ou necessidade. Associa-se á isto a insônia, que nada mais é que a incapacidade de conciliar o sono tendo como causa mais importante o stress e desgaste cotidiano.
Segundo a especialista Marilda Lipp, presidente do Instituto de Psicologia e Controle do Stress, o alastramento do estresse se deve a uma mudança de valores associada ao avanço tecnológico. “As pessoas vivem como se estivessem no meio de um furacão, sempre colocando força e energia extrema em tudo o que fazem”, explica Lipp. “Mas esse ritmo enlouquecido não está nos garantindo felicidade e bem-estar.” Por isso, as pessoas adoecem. ¹
O presente fato desta insatisfação social possui como fator preponderante o automatismo no qual estamos inseridos. Envolvemos-nos tanto em nossas atividades rotineiras que esquecemos de ouvir nosso corpo (que fala por si só) e nossa alma (que grita). Adoecemos pelo simples fato de não darmos atenção á nós mesmos. Aos nossos desejos e mais nobres aspirações. Portanto, neste dia venho propor-lhes as seguintes reflexões:
Qual o perigo á que minha alma e psique estão expostas diante deste automatismo, toda esta correria e desgaste cotidiano da sociedade pós-moderna?
O que  posso fazer para melhorar meu estilo de vida e ganhar bem-estar?
Quais são meus desejos e mais nobres aspirações? Quais atividades me proporcionam felicidade?
O maior erro da humanidade é promover o Ter em detrimento do Ser. Com isso o ser humano se afastou de si mesmo, pensando que o novo lançamento tecnológico é mais importante do que se conhecer. Meu convite hoje é para você que tem o desejo de se aventurar na profundidade da sua psique, das suas emoções, aspirações e atitudes. Aceite quem você é, com suas limitações, seu corpo, sua forma de ver o mundo. Não se culpe, veja os erros como oportunidades para crescimento. Faça o que te der vontade! Você é livre!

Por Patrícia Sousa
Psicóloga

CRP: 05/42201

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